O azuldacordomar às vezes vira cinza e passa. O cinza vai clareando e vai dando um tom bonito, um tom pérola que muito me agrada. Posso transformar o tom pérola no azul de novo, no azuldacordocéu dessa vez, afinal, a caixa de lápis de cor é minha e as tintas e os pincéis também são meus. As cores se misturam em aquarela e meu sorriso se abre radiante. Acordei com o tom azuldacordocéu hoje, diferentemente do cinza de dias atrás. Sinto que coisas boas estão por vir e não é porque está chegando um novo ano. É ano novo para mim a cada sensação boa que o vento me trás, a cada manhã que eu acordo com um sorriso no rosto e com o pé direito antes do esquerdo. Hoje eu posso até ver um arco-íris surgindo no céu azul, mesmo com um sol escaldante, e ele surge ao redor do sol que brilha feliz quando vê que todos o olham, admirados, como há muito não acontecia. Hoje a felicidade veio até mim e parou. Parou e disse que veio passar uns dias comigo. Bem que me disseram que a felicidade chega de madrugada... Eu soube esperar acordada e a vi chegar, sem atrasos. Ela trouxe a confiança com ela e fez renascer uma luz que se fazia fraca em mim. A luz iluminou meus olhos, que tanto brilham agora, e vai me ajudar a seguir minha trilha. E que venham pedras e obstáculos. Não vou mais engessar o braço antes de subir no muro. Vou deitar no campo imaturo da minha esperança, abraçar o mundo sem medo e respirar feliz mesmo diante do cansaço.
Os olhos não vêem e as mãos permanecem a longa distância, mas nós ainda conseguimos sentir como se estivéssemos perto, lado a lado. Atravessamos as conturbações do tempo e do espaço e mergulhamos na confiança de que temos uns aos outros aqui mais perto, onde apenas um status nos afasta e um piscar de olhos nos aproxima com o coração pulsando mais forte. Não há toque, sorriso visível, nem o mirar dos olhos, mas o que importa quando o coração finge entender o que sente? Eu falo de qualquer bom sentimento que nos lembre que somos no mínimo seres suportáveis e no máximo alguém de tanta importância para alguém que nem conhecemos fisicamente. Eu falo de vocês, de nós, que acreditamos que há pura vida no mundo virtual. E eu não sei explicar que gosto tem isso, mas sei o gosto que fico sem isso. Então, por tudo o que já senti, por todos que já conheci e admirei, por todos que me fizeram chorar com seus textos encantadores cheios de vida e verdade, por todos que não sentem vergonha em falar dos seus dias e que renascem a cada palavra dita, por todos os comentários carinhosos e verdadeiros, para os que me enchem de alegria, aos amigos adquiridos ao longo dos dias em cada post, aos mais próximos e aos mais distantes, aos que me mandam bons ventos a cada dia e aos que me fazem abrir um sorriso a cada notícia das suas manhãs, a cada email, a cada comentário, enfim, eu deixo a vocês essa minha energia que amanheceu florida hoje. E peço para que vocês não deixem morrer o tal bom espírito que ronda esse final de ano, que não esperem a meia-noite do último dia do ano para decidir deixar para amanhã o que deveriam ter feito ontem. Tenho em mim um mundo inteiro e vocês têm a mim em palavras e sentimento verdadeiro, mesmo sem o mirar dos olhos e o sorriso visível. Nem tenho palavras para agradecer pelos abraços à distância desse ano, pelas palavras de conforto, pelas broncas, pelas conversas no MSN, pelo carinho terno, por essa sensação tão boa que vem até mim, fica, e tem vontade de nunca mais ir embora. Essa sensação brilha, e brilha tão forte que meu sorriso parece nem caber no rosto. Acreditem!
“...Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim, como se fosse o sol desvirginando a madrugada...”









